São Paulo - As principais organizações rebeldes da Síria elogiaram o fim do embargo da União Europeia ao envio de armas à Síria e pediram que o armamento seja entregue "o mais rápido possível". No entanto, eles consideraram que a medida chegou tarde.
Os países europeus poderão fornecer armamento após 1º de agosto, data limite para negociações entre o regime e a oposição síria.
O porta-voz da Coalizão Nacional da Oposição Síria, Louay Safi, disse também temer que a medida seja insuficiente para enfrentar as tropas do ditador Bashar Al Assad. "Trata-se de um passo positivo, mas temos medo de que seja insuficiente e tenha chegado muito tarde."
O representante do Exército Livre Sírio, Qasem Saadedin, também queria que a decisão tivesse sido tomada há meses e disse esperar ser um passo "efetivo e sério". Ele ainda se comprometeu a mostrar em vídeos todas as armas recebidas dos europeus como prova de que não cairão nas mãos erradas.
"Precisamos de mísseis antiaéreos e antitanques. Quando acabar a guerra, nós devolveremos todas as armas que não usarmos", disse Saadedin.
Uma das maiores preocupações dos grupos que se opõem a entrega de armas aos rebeldes é que elas caiam nas mãos de grupos terroristas vinculados à insurgência.
Após a decisão apertada, Reino Unido e França se manifestaram sobre a possibilidade de armar os rebeldes, embora não tenham tomado nenhuma decisão até o momento. Em entrevista, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, não descartou o envio do armamento aos opositores a Assad.
O fim do embargo foi criticado pelo vice-chanceler da Rússia, Sergei Rybakov. Ele considerou que a medida prejudica as negociações de paz e a conferência internacional organizada pelo país e os Estados Unidos.
"Isso é um reflexo dos dois pesos e duas medidas usados pelos países europeus e um dano direto às negociações de paz", afirmou.

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