São Paulo - Ao menos 20 pessoas morreram ontem, em Mogadíscio, em combates entre rebeldes e tropas da União Africana (UA) na Somália, que ocorreram após a explosão de uma mina sobre um comboio da Amisom (missão africana de paz na Somália) O governo somali, que com o respaldo da UA controla apenas alguns quarteirões da capital Mogadíscio, enfrenta a expansão do grupo insurgente islâmico Al Shabab, ligado à rede terrorista Al Qaeda
A Somália não tem um governo fixo desde 1991, quando o ditador Siad Barre foi derrubado Desde então, seu território é controlado por milícias islâmicas e outros grupos radicais O grupo radical de maior influência na Somália é o islâmico Al Shabab, que pretende derrubar o governo transitório para criar um Estado muçulmano radical no Leste da África
Na última sexta, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) anunciou o envio de mais tropas à Somália, que se somarão aos cerca de 7 mil soldados de Burundi e Uganda que estão no país, e aprovou o aumento do limite de militares na região, que passa de 8 mil para 20 mil
Algumas testemunhas indicaram que cinco pessoas morreram em um tiroteio registrado depois da explosão Um míssil matou oito pessoas em Bakara e feriu ao menos 24, segundo fontes médicas En Suq Baad, caíram vários mísseis e mataram ao menos cinco pessoas e feriram mais de dezenas O Al Shabab responsabilizou-se por todos os ataques

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