Instituto quer novo estudo sobre a camisinha
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de julho de 2001
Associated Press De Washington 
As camisinhas podem exercer controle efetivo contra a disseminação da Aids e da gonorréia, mas não há suficente evidência demonstrando sua total eficiência na proteção contra outras enfermidades sexualmente transmissíveis, segundo estudo elaborado por especialistas do governo americano.
É preciso realizar pesquisas bem planejadas, e éticas, para avaliar qual é de fato a efetividade da camisinha, ressalta o informe divulgado neste final de semana pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano.
O informe trata apenas da transmissão do HIV nos homens e mulheres e da gonorréia nos homens. O HIV é o vírus que causa a Aids.
Os ativistas na luta contra a Aids, que divulgaram a pesquisa na quinta-feira, disseram que o governo do presidente George W. Bush utilizaria essa informação para promover uma campanha de abstinência.
Também disseram que a abstinência não é tão efetiva na luta contra as doenças sexualmente transmissíveis quanto a promoção do uso de contraceptivos.
Uma comissão de investigadores examinou dezenas de estudos vinculados ao HIV, gonorréia, sífilis, herpes e outros males.
O objetivo da comissão era averiguar o quanto o látex da camisinha masculina era efetivo em prevenir as enfermidades durante o coito vaginal.
A informação publicada demonstra que a efetividade da camisinha é maior no caso da Aids, indicou o informe.
Os estudos se basearam, principalmente, nos grupos considerados de alto risco de contágio, como o das prostitutas ou de pacientes em clínicas especializadas.
O informe indica ainda que 1 em cada 5 adultos americanos foi infectado com doenças sexualmente transmissíveis e aproximadamente 15 milhões de novos contágios ocorrem a cada ano, sendo que muitas dessas infecções não são diagnosticadas.


