Instabilidade destroça a economia
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France PresseReta finalApesar de inabilitado e preso, o general de reserva Lino Oviedo está presente na campanha eleitoralA instabilidade política do Paraguai atingiu a economia em cheio. O próximo presidente encontrará um país destroçado. O investimento está paralisado, o déficit fiscal disparou, a inflação começa a galopar, a moeda nacional despenca e aumenta o desemprego. O governo de Wasmosy se limita a esperar. A polarização política dificulta qualquer acordo para reanimar a economia. A indefinição política fez com que empresários e operadores do mercado dolarizassem suas economias diante de rumores de uma ruptura institucional. A dolarização financeira fez a moeda nacional, o guarani, despencar 35% diante da divisa norte-americana.
A administração Wasmosy tem pouca margem de manobra em termos de gastos já que a arrecadação tributária se destina quase que integralmente para o pagamento de salários. O déficit acumulado este ano é de US$ 120 milhões. Os recursos do governo não dão conta sequer para pagar as empreiteiras contratadas para obras públicas. Em consequência da paralisação dos investimentos públicos e privados, o desemprego chegou a níveis históricos de quase 20%.
A oposição garante que a primeira tarefa, em caso de vitória, será a de reconstruir a economia do país. O empresário Guillermo Caballero Vargas, que será o ministro da Economia de Domingo Laíno, se este vencer, garante que para isso será preciso respeitar o que há de melhor em cada doutrina econômica. Para o analista Pablo Herken, ‘‘a economia não poderá mais aguentar a já tradicional e falida receita dos colorados’’. Para ele, é preciso ‘‘despolitizar e desestatizar a economia, criar um Estado apartidário e profissionalizar as Forças Armadas’’.

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