Paris Os inspetores de desarmamento ainda precisam de ''alguns meses'' para completar sua missão, afirmou ontem, em Paris, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei. O diretor deu uma entrevista coletiva à imprensa após se reunir com o ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin. ElBaradei disse não poder marcar uma data para o fim da missão dos inspetores, e acrescentou que o documento que será apresentado no próximo dia 27 ao Conselho de Segurança da ONU será apenas ''um relatório provisório''.
ElBaradei também pediu ao Iraque ''uma cooperação ativa''. ''O Iraque coopera de forma passiva e desejamos uma cooperação ativa'', enfatizou.
Ataque Aviões de combate da coalizão norte-americana-britânica bombardearam ontem um lançador de mísseis terra-mar perto de Basra, no sul do Iraque, que, segundo o Pentágono, representava uma ameaça para seus navios de guerra no Golfo.
''A coalizão atacou o lançador de mísseis antinavios que representava uma ameaça para as forças marítimas da coalizão'', indicou o Comando Central em um comunicado. Os aviões da coalizão utilizaram projéteis de precisão no ataque realizado pela manhã, perto de Basra, a 480 km de Bagdá, indicou o comando.
Missão de paz Uma delegação de 35 acadêmicos norte-americanos se encontrava ontem no Iraque para protestar contra uma guerra por parte do presidente norte-americano George W. Bush, declarou o coordenador da missão, James Jennings.
O grupo, batizado ''The US academics against the war (Os acadêmicos norte-americanos contra a guerra)'', chegou domingo à noite a Bagdá para uma missão humanitária, declarou Jennings.
''Estamos aqui, 35 pessoas de 28 universidades dos Estados Unidos. Somos contra a guerra e achamos que uma guerra constituiria uma agressão e ofenderia o direito internacional'', afirmou.
''Uma guerra seria injustificada, inútil, absurda, contrária aos valores mais profundos da Constituição norte-americana'', acrescentou Jennings.
Situação de Saddam Enquanto tanto na Europa quanto nos Estados Unidos a opinião pública se revela cada vez mais reticente em relação a uma eventual intervenção armada no Iraque, Bagdá afirma que, em caso de guerra, o presidente Saddam Hussein se manterá no poder ''até o último disparo iraquiano''.
''Saddam Hussein jamais deixará seu país, e permanecerá nele até o último disparo iraquiano'', declarou o vice-primeiro-ministro Tarek Aziz ao canal de televisão britânico BBC. ''O perigo para o Iraque será maior se seu presidente o abandonar'', acrescentou, ao término de uma visita à Argélia.
Informações divulgadas pela imprensa nas últimas semanas dão conta de insistentes pressões para que Saddam Hussein renuncie.

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