Moscou - Um grupo especial de inspetores de desarmamento da Organização das Nações Unidas (ONU) deve partir para o Iraque no dia 19, anunciou ontem o ministro das Relações Exteriores russo, Igor Ivanov, dois dias depois de o chefe da missão, o sueco Hans Blix, ter se recusado a apontar uma data.
''É importante que a partida ocorra na data prevista'', afirmou o chefe da diplomacia da Rússia, que no Conselho da Segurança das Nações Unidas tem considerado desnecessária uma nova resolução sobre o Iraque para que a missão de inspetores viaje para o país.
Devido à falta de consenso dos cinco membros permanentes do Conselho, o chefe dos inspetores, o sueco Hans Blix, foi obrigado a adiar o envio da missão de peritos em desarmamento.
Adiada a partida, inicialmente prevista para o dia 15, Blix recusou-se, na quinta-feira, no final de uma reunião com o Conselho, a determinar uma nova data.
Os Estados Unidos e o Reino Unido seguem reivindicando uma nova resolução da ONU, mais dura, para as futuras inspeções a serem feitas no Iraque, afirmando que se os inspetores partirem nas atuais condições não passarão de ''meros turistas'' no país de Saddam Hussein.
Ivanov, referindo-se à reunião de quinta-feira, em Nova York, disse que as intervenções dos responsáveis pelo grupo de inspetores e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostraram que ''não há obstáculos ao regresso, o mais rápido possível, dos inspetores ao Iraque''.
O desarmamento dos arsenais de destruição em massa e mísseis iraquianos foi determinado pela ONU após a Guerra do Golfo (1991) como uma punição ao Iraque, que invadiu o Kuait em 1990.
Entre 1991 e 1998, a Comissão Especial da ONU para o Desarmamento do Iraque visitou dezenas de locais e destruiu grande quantidade de armas. Washington e Londres dizem que o país continua tentando fabricar uma bomba atômica e seria capaz de disparar mísseis com ogivas químicas e nucleares 45 minutos após dadas as ordens. Bagdá nega ter esses armamentos.

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