Inspetores chegam para supervisionar armas químicas
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
France Presse 
Damasco - Os inspetores encarregados de supervisionar a destruição do arsenal químico da Síria são esperados hoje em Damasco, de onde saíram ontem os especialistas da ONU que investigam o suposto uso de armas químicas no conflito.
O presidente sírio, Bashar al-Assad, declarou que o país acatará a resolução das Nações Unidas sobre armas químicas adotadas na sexta-feira pela ONU e destruirá o arsenal sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os seis especialistas em armas químicas da ONU que deixaram a Síria ontem,
liderados por Aake Sellstr¶m, já haviam investigado um ataque com armas químicas em 21 de agosto, perto de Damasco, que provocou quase 1,5 mil mortes, segundo Washington. Em seu relatório, publicado em meados de setembro, eles destacaram o uso de gás sarin em larga escala no ataque, sem apontar os responsáveis.
Durante a atual missão, os especialistas "receberam vários documentos e amostras e realizaram várias entrevistas", segundo a ONU.
Agora, os especialistas abrem espaço para um grupo de 20 inspetores da OPAQ.
Eles vão inspecionar os locais de produção e armazenamento de armas químicas na Síria. "Até o momento, não temos razões para duvidar das informações fornecidas pelo regime sírio", declarou um funcionário da OPAQ.
Damasco forneceu à OPAQ em 19 de setembro uma lista de locais de produção e de armazenamento de seu arsenal, como parte de um acordo russo-americano de desarmamento químico da Síria.
De acordo com especialistas, a Síria tem mais de mil toneladas de armas químicas, incluindo gás sarin e mostarda.
No campo de batalha, os ataques aéreos do regime prosseguem sobre posições rebeldes nas províncias de Homs (centro) e Aleppo (norte), enquanto um carro-bomba "matou e feriu uma dezena de membros das forças de Assad" em uma barreira ao oeste de Damasco, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Diante da Assembleia Geral da ONU, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mouallem, repetiu que seu país cumprirá "plenamente" seus compromissos em matéria de desarmamento químico. Ele voltou a acusar os países ocidentais de fornecer produtos tóxicos a grupos da oposição e de submeter a Síria a sanções "desumanas".
Em Genebra, o comitê executivo do Alto Comissariado da ONU para os refugiados (Acnur) falou de uma catástrofe humanitária e alertou para a desestabilização a longo prazo dos países vizinhos da Síria, que já receberam mais de dois milhões de refugiados, no "maior deslocamento populacional no mundo" em 30 anos.


