Nova York - A sessão pública do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na qual os chefes dos inspetores do desarmamento iraquiano apresentarão seus informes, após dois meses de trabalho de suas equipes, começará amanhã às 10h30 locais de amanhã (13h30 de Brasília).
De acordo com o programa, o secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, estará presente, mas nem ele nem os 15 membros do Conselho devem fazer qualquer pronunciamento durante a sessão, cuja duração não será de mais de uma hora.
O primeiro a falar será Hans Blix, diretor da Comissão de Controle, Inspeção e Verificação da ONU (Unmovic), encarregado dos temas químico, biológico e balístico.
Depois será a vez de Mohamed ElBaradei, diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), responsável pelo tema nuclear.
Após sua audiência pública, o Conselho presidido atualmente pelo embaixador da França, Jean-Marc de La Sabliere terá consultas a portas fechadas.
Essas consultas serão retomadas com a participação de Blix e ElBaradei na quarta-feira, sempre a portas fechadas.
Na terça-feira, o presidente americano George W. Bush pronunciará ante o Congresso em Washington o discurso anual sobre o estado da União.
Apelo Um jovem iraquiano se apoderou momentaneamente ontem de um veículo dos inspetores em desarmamento da ONU, quando saíam de seu quartel general em Bagdá, gritando ''salvem-me'', mas foi logo dominado e entregue às autoridades iraquianas, segundo comprovou a AFP. O jovem, de uns 20 anos, bloqueou a passagem de um comboio de inspetores na saída de seu quartel general, o Canal Hotel, lançando-se sobre um dos veículos e obrigando-o a parar. Depois, abriu a porta do veículo e se sentou no lugar do motorista, gritando ''salvem-me por favor''. em inglês.
Aliados ''Pelo menos uns doze países'' se aliariam aos Estados Unidos em caso de ataque contra o Iraque, mesmo sem uma nova resolução da ONU autorizando o uso da força contra Bagdá, afirmou ontem o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, no avião que o transportou para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Os Estados Unidos ''não estarão sozinhos'' se decidirem intervir contra o regime de Saddam Hussein, adiantou Powell, que se negou entretanto a designar esses países.
Manobras - Foram feitos disparos ontem na passagem de um comboio militar americano em uma estrada ao sul da capital, mas sem causar vítimas, informou um porta-voz militar dos EUA. No deserto do Norte do Kuwait, forças americanas preparavam-se ontem para iniciar um exercício com disparos reais, a primeira manobra conjunta dessas forças desde 2000, perto da fronteira com o Iraque. Cerca de 700 militares, apoiados por 200 veículos de combate, entre eles tanques, simularão um ataque contra objetivos inimigos, em uma operação semelhante à ''Tempestade do deserto'', lançada em 1991 para libertar o Kuwait depois de sete meses de ocupação iraquiana.

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