Inspeções vão durar 8 meses
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2002
France Presse 
Bagdá As inspeções de armas durarão oito meses e os chefes e especialistas da ONU, Hans Blix e Mohamed El Baradei, voltarão a Bagdá no início de 2003, assegurou o general iraquiano Hosam Mohamed Amin em entrevista publicada ontem. Segundo o general Amin, chefe do organismo de controle iraquiano, ''as inspeções poderão durar oito meses se a Comissão de Vigilância, Verificação e Inspeção da ONU (UNMOVIC, sigla em inglês) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) respeitarem sua promessa de profissionalismo e se mantiverm afastadas da política''.
Amin acrescentou ao jornal Al Rafidayin que o chefe de inspetores da ONU, Hans Blix, e o diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, voltarão a Bagdá no início de 2003. ''Virão em um ou dois meses para tomar conhecimento da situação'', precisou o general.
Denúncia O Iraque acusou ontem os Estados Unidos de um ato de ''banditismo'' por se apoderarem do informe sobre armas na sede das Nações Unidas de Nova York. ''Trata-se de um banditismo sem precedentes na história das Nações Unidas'', assinalou o ministério das Relações Exteriores iraquiano, em um comunicado recebido pela AFP em Bagdá. ''O comportamento dos Estados Unidos zomba da Carta da Organização e dos direitos inalienáveis dos dez países membros não permanentes do Conselho de Segurança'', afirma o texto.
Análise A Casa Branca comentou ontem que é muito cedo para manifestar um julgamento sobre a declaração de armas do Iraque porque os funcionários da inteligência americana mal começaram a analisar o documento.
''Ainda estamos numa etapa preliminar. Não tenho informes a compartilhar neste momento sobre o que se foi encontrado porque as análises apenas começaram'', afirmou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
Coréia do Sul O subsecretário de Estado norte-americano Richard Armitage solicitou ontem à Coréia do Sul o apoio para uma eventual operação contra o Iraque, transmitindo ao mesmo tempo as desculpas do presidente George W. Bush pela morte acidental de duas jovens sul-coreanas, o que desencadeou uma onda de protestos contra os Estados Unidos.
Cerca de 50 manifestantes, desafiando o intenso frio, se concentraram em frente à embaixada dos Estados Unidos ontem para protestar contra a visita de Armitage.


