Inspeções no Iraque começam na 4-feira
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sábado, 16 de novembro de 2002
France Presse 
Nova York O chefe dos inspetores de desarmamento das Nações Unidas, Hans Blix, disse ontem que espera que sua equipe comece com as primeiras inspeções no Iraque em 27 de novembro. Falando em coletiva de imprensa, Blix acrescentou que o Conselho de Segurança da ONU não tolerará ''jogos de gato e rato'' das autoridades iraquianas.
Uma primeira equipe de 24 especialistas chegará segunda-feira ao Iraque, depois de fazer uma escala no Chipre, no domingo. Sua missão consiste em colocar em andamento uma estrutura operacional e realizar inspeções limitadas.
Blix, antes de viajar ao Iraque, é esperado hoje em Paris para analisar com o chefe da diplomacia francesa, Dominique de Villepin, os meios idôneos para que ''os inspectores trabalhem o mais eficientemente possível''.
A equipe estará dirigida pelo chefe da Comissão de Controle, Verificação e Inspeção da ONU (COCOVINU), Hans Blix, e pelo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed el Baradei, e integrado por 14 inspectores da COCOVINU e 10 da AIEA.
Os inspetores, provenientes de 15 países diferentes, são especialistas em logística e técnicos encarregados de instalar no Iraque laboratórios e enlaces de comunicações confiáveis.
No entanto, o verdadeiro trabalho de inspeção começará entre uma semana e dez dias mais tarde, com uma equipe mais ampla.
Apelo iraquiano O Partido Baath, no poder em Bagdá, pediu ontem aos inspetores da ONU prestes a voltar ao Iraque que resistam às ingerências norte-americanas e dêem provas de profissinalismo e imparcialidade.
A aceitação por parte do Iraque da resolução 1441 do Conselho de Segurança, apesar de a mesma ser ''má e injusta'', coloca ''à prova'' os inspectores, segundo o jornal Al-Saura, órgão de imprensa do Partido Baath.
O jornal considera que o ''profissionalismo, a neutralidade e a integridade'' do pessoal da ONU também serão colocados à prova.
Os jornais Al Saura e Al Irak afirmaram que, ao aceitar a resolução 1441, Bagdá força a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades no que diz respeito a uma possível suspensão das sanções contra o regime de Bagdá.


