Insegurança e tensões ainda dominam Iraque
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domingo, 01 de junho de 2003
France Presse 
Bagdá - Dois iraquianos morreram e dois soldados amerricanos ficaram feridos ontem em um ataque com granada contra um veículo blindado cometido ante uma mesquita sunita ao norte de Bagdá, informaram militares americanos.
Uma testemunha iraquiana confirmou que um grupo jogou uma granada contra um veículo americano diante da mesquita de Abu Hanifa, no bairro de Azamiyah, antes da hora da oração.
''Os americanos abriram fogo imediatamente e duas pessoas morreram: Abdel Wahab Uweid Attiyah e Omar Abbad Cheij al-Zuji. Além disso, feriram outras três pessoas que não participaram no ataque, segundo a testemunha.
Às vésperas da chegada a Bagdá do representante especial da ONU para o Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, marcada para hoje, as forças britânicas de ocupação em Basra (sul) enfrentaram uma manifestação de 5 mil iraquianos contra a implementação em sua província de uma administração militar estrangeira. Os organizadores queriam manifestar sua rejeição ''a qualquer conselho administrativo imposto pelas forças de ocupação''.
O exército britânico anunciou em 24 de maio passado a colocação em funcionamento de um comitê de tecnocratas presidido por um oficial britânico para substituir o ''conselho de Basra'', autoridade interina iraquiana que foi constituída em torno de um chefe tribal para administrar a cidade, com o consentimento das forças de coalizão.
Ontem começou o prazo de 15 dias para que os iraquianos se desarmem e entreguem armas e explosivos que tiverem em seu poder em postos da polícia designados para seu recolhimento em Bagdá. Mas de acordo com a Agência France Presse, até o final da tarde ninguém havia procurado os postos. Depois de 15 de junho, será obrigatório uma permissão de porte de armas.
O administrador americano Paul Bremer considera esta medida decisiva para restabelecer a segurança nas cidades, mas muitos iraquianos afirmam que não vão aceitar esta disposição.


