Bagdá A coalizão anglo-americana anunciou, depois de tomar o controle de Bagdá, em 9 de abril passado, que realizaria um esforço em massa para reconstruir o Iraque, mas as autoridades humanitárias hoje se alarmam ante a crescente insegurança que ameaça, inclusive, as atividades de socorro.
Todos os dias, fortes explosões indicam o esforço do exército americano em destruir as munições iraquianas. Ou, segundo o comando militar central americano (Centcom), trata-se de uma tentativa de impedir o uso ilegal das mesmas, assim como sua venda no mercado negro.
Mercado de armas em diferentes cidades, saques de arsenais e de fábricas de armamentos, dispersão de armas durante a debandada do exército de Saddam Hussein: as armas e em particular o fuzil Kalashnikov - circulam livremente pelo Iraque.
Em seus esforços de reconstruir o país, os quase 500 homens do Departamento de Reconstrução e de Ajuda Humanitária, instalados no principal palácio presidencial de Saddam, colocaram a segurança entre suas principais prioridades, junto com o restabelecimento dos serviços públicos essenciais como hospitais, eletriciade e água corrente.
No entanto, os agentes humanitários destacam o outro lado da questão e indicam que nenhuma operação de envergadura foi anunciada até agora para apreender as armas leves que circulam livremente no país, especialmente em Bagdá.

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