Londres- Mais de três anos depois de o brasileiro Jean Charles de Menezes ter sido morto por erro da polícia britânica, a investigação pública sobre as circunstâncias da morte teve início ontem, em um tribunal improvisado em um campo de críquete no sul Londres. ''Estamos aqui para buscar a verdade sobre as circunstâncias da morte de de De Menezes'', afirmou ao júri o chefe do inquérito judicial, Michael Wright.
''Desde o início deve ficar claro que De Menezes não estava de maneira alguma associado a bombas, artefatos explosivos ou qualquer forma de terrorismo'', afirmou ainda.
No total, 50 policiais prestarão depoimento de maneira anônima (e ocultos por telas de divisórias) sobre os acontecimentos de 22 de julho de 2005, quando o brasileiro, que seguia para o trabalho como todos os dias, foi morto com tiros à queima-roupa por dois policiais.

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