Haia- A população da Holanda ficou chocada ontem com o anúncio da detenção de três homens suspeitos de terem drogado e violentado diversos parceiros sexuais, injetando depois neles sangue contaminado com o vírus da Aids.
Convidados pela internet para orgias homossexuais particulares, as vítimas eram drogadas com uma combinação de ecstasy e de GHB (ácido gama-hidroxibutírico). Esse ''boa noite, Cinderela'' com a droga indetectável, pois faz parte de um líquido com efeito desinibidor por algumas horas e não deixa qualquer memória do ocorrido na vítima.
Em seguida, os suspeitos, todos os três soropositivos, violentavam as vítimas e injetavam uma mistura do sangue contaminado, explicou a polícia e o Ministério Público da cidade de Groningue (norte). Um dos três detidos é enfermeiro.
''Horrível'', reagiu o ministro da Saúde cristão-democrata, Ab Klink. A contaminação intencional do vírus da Aids contra a vontade de uma pessoa ''deve ser punida pela lei'', exigiu o partido trabalhista PvdA, membro da coalizão no poder.
Entre as organizações de homossexuais, domina a consternação. ''As pessoas serem drogadas é de uma violência pura. É horrível, revoltante e terrível. Os que fizeram isso são loucos'', disse o redator-chefe da revista Gaykrant, Henk Krol.
Dois dos três suspeitos admitiram a participação. São um casal homossexual de 48 anos e um homem de 33 anos.
''Consideraram que isto os excitava, e também que o círculo de pessoas infectadas pelo HIV era grande, com a possibilidade, assim, de manterem relações sexuais'' sem proteção, relatou em entrevista coletiva o chefe da polícia de Groningue, Ronald Zwarter.

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