O julgamento político do presidente norte-americano Bill Clinton no Senado começou ontem no Capitólio com a abertura da fase de exposição dos argumentos da acusação. O presidente da Comissão de Justiça da Câmara de Representantes, o republicano Henry Hyde, abriu a sessão do julgamento que passou, em seguida, a ser presidida pelo chefe da Corte Suprema, juiz William Rehnquist. O presidente é acusado de perjúrio e obstrução de justiça no caso Monica Lewinsky. Depois de meses de desmentidos, Clinton admitiu no ano passado que manteve uma relação inadequada com a ex-estagiária da Casa Branca, mas negou ter mentido sob juramento.
Os treze acusadores da Câmara de Representantes vão explicar por que consideram conveniente a destituição do presidente.
Convocação de Clinton O grupo de deputados republicanos que atua nas funções de promotoria no processo de impeachment contra Bill Clinton no Senado considera convocar o presidente norte-americano para depor, caso se adote um procedimento jurídico que permita a apresentação de testemunhas. A revelação foi feita pelo deputado republicano Henry Hyde, presidente da Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes, que recomendou ao Senado a abertura do processo contra Clinton.
‘‘Esse tipo de declaração deixa claro o caráter político e partidário desse processo’’, reagiu o porta-voz da Casa Branca, Joe Lockhart. ‘‘Um novo depoimento do presidente é desnecessário, uma vez que ele já testemunhou sobre o caso’’, acrescentou, referindo-se à declaração de Clinton perante um Grande Júri em agosto, na qual ele confessou ter tido ‘‘relações impróprias’’, mas não ‘‘sexuais’’, com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
A audiência de ontem foi aberta com uma oração. Hyde tomou a palavra em seguida, afirmando que ‘‘o brilhante sistema de Justiça dos EUA só funciona por causa da transcendência do juramento’’, acusando Clinton de ter atentado contra essa instituição ao cometer perjúrio.
Depois de os representantes da defesa e da acusação terem enviado ao Senado os documentos e outras provas do processo, o julgamento começou oficialmente com a exposição de argumentos dos 13 promotores. Eles terão 24 horas - divididas em três jornadas de 8 horas por dia - para defender a necessidade do afastamento do presidente. O mesmo tempo será destinado aos advogados da Casa Branca, encarregados de defender Clinton.

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