France PresseJovem estudante sul-coreana se prepara para participar de protesto contra decisões do governo, em SeulO presidente sul-coreano, Kim Yung Sam, e seu sucessor, Kim Dae Yung, que assumirá suas funções em 25 de fevereiro, começaram ontem a dotar o país do necessário para tornar possível a governabilidade da Coréia do Sul durante um período de dois meses de transição e de alto risco.
Em um almoço na Casa Azul, sede da presidência, os dois Kim decidiram criar um comitê encarregado da estabilização da economia do país.
Este comitê será formado, em igual número, por membros da atual administração e do Congresso Nacional para uma Nova Política, o partido de Kim Dae Yung.
A Coréia do Sul vive há um mês uma violenta crise econômica que a obrigou a pedir uma ajuda de 60 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Apesar deste esforço em massa, o país continua atravessando uma crise grave de liquidez, devido a pesadas dívidas a curto prazo que vencem nos próximos dias.
Os mercados financeiros temem que a coabitação entre o atual presidente e o eleito, adversários históricos, bloqueie a aprovação de reformas drásticas que a situação impõe.
Segundo um comunicado lido pela tevê depois deste primeiro encontro, os dois líderes vão se ‘‘esforçar para garantir uma transição sem tropeços a fim de superar as dificuldades da nação’’. ‘‘Em particular, se comprometeram a conduzir a bom termo o programa requerido pelo FMI’’, aproveitando a ocasião para reformar a estrutura econômica do país, afirmou a Casa Azul.
Paralelamente, os dois partidos políticos do país aceitaram votar rapidamente as leis necessárias à entrada em vigor das reformas ditadas pelo FMI em troca de sua ajuda.
Este anúncio animou a Bolsa de Seul, que fechou em alta de 0,8%, depois de abrir em baixa.

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