Um encontro entre o presidente norte-americano Bill Clinton, o premier israelense, Benjamin Netanyahu, e o líder palestino, Yasser Arafat, marcou o início ontem das deliberações da cúpula sobre o Oriente Médio, com a qual o governo dos Estados Unidos pretende acabar com o estancamento no processo de paz nessa região. Clinton recebeu os dois líderes do Oriente Médio no Salão Oval da Casa Branca.
‘‘As conversações desta semana junto ao rio Wye oferecem a possibilidade de superar o estancamento e dar os últimos passos importantes para a paz no Oriente Médio’’, afirmou Clinton, na reunião que durou cerca de uma hora. A verdadeira cúpula começou na tarde de ontem no centro de convenções Wye River, no Estado de Maryland, localizado a cem quilômetros de Washington. Nas reuniões que devem durar quatro dias se tentará superar os últimos obstáculos a uma retirada das tropas israelenses de treze por cento da Cisjordânia ocupada e às negociações sobre o status definitivo dos territórios palestinos que devem estar concluídas antes de 4 de maio de 1999.
‘‘As negociações desta semana em Wye River representam uma grande oportunidade para as partes de superarem o impasse, queimando etapas essenciais no processo de paz no Oriente Médio’’, disse Clinton no Jardim das Rosas da Casa Branca. Clinton, que abriu a sessão plenária em Wye Plantation, se ofereceu para intervir pessoalmente a qualquer momento durante as negociações do final de semana.
‘‘Mas a decisão final é dos líderes que me acompanham hoje’’, acrescentou.
O objetivo da reunião de cúpula é chegar a um acordo provisório de paz que contemple novas retiradas militares israelenses da Cisjordânia e ações mais enérgicas por parte dos palestinos para deter os ataques dos militantes radicais.
Ataque do Hezbollah O Hezbollah assumiu, na manhã de ontem, a autoria de um ataque com foguetes Katiusha, disparados do sul do Líbano contra um posto de observação israelense localizado na região de Birkit Richa, dentro da autoproclamada ‘‘zona de segurança’’ de Israel, no norte libanês.
A rádio israelense informou que três foguetes alcançaram a região ocidental da Galiléia, sem dar detalhes sobre possíveis vítimas ou feridos. Essa é a primeira vez, em várias semanas, que foguetes Katiusha atingem Israel.
A ‘‘zona de segurança’’ foi estabelecida por Israel, em 1985, para evitar que a guerrilha se infiltrasse em seus territórios do norte.
Denúncia do Mossad Funcionários do serviço secreto israelense, Mossad, advertiram a seus colegas palestinos esta semana que a organização radical islâmica Hamas planeja cometer um atentado nos próximos dias em Israel ou nos territórios ocupados.

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