France Presse
Lourdes, França - A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt visitou ontem, junto com sua família, a gruta do Santuário de Lourdes, na França, em meio a milhares de peregrinos, agradecendo com emoção à Virgem Maria por sua libertação e rezando pelos reféns que ainda estão em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
  ‘‘Obrigada Maria, obrigada por minha liberdade, obrigada pela vida’’, declarou Betancourt ao lado de Jacques Perrier, arcebispo de Tarbes e Lourdes, no sudoeste da França. ‘‘Te suplico minha Maria querida, te amo tanto, cuida daqueles que ficaram para trás, que precisam de você, da sua força, da sua esperança e da sua luz’’, disse com um rosário entre os dedos.
  Ingrid chegou pouco depois do meio-dia deste sábado à gruta de Massabielle, onde acompanhou a oração do Angelus lida pelo monsenhor Perrier. Um enorme dispositivo de segurança precisou ser montado para permitir que a franco-colombiana tivesse acesso à entrada do santuário. Os peregrinos a aplaudiram e alguns chegaram a abraçá-la.
  A ex-candidata à presidência da Colômbia foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha eleitoral, e resgatada pelo exército colombiano no início deste mês, junto com outros 14 reféns. O resgate foi realizado em uma zona de floresta do departamento de Guaviare, no sudoeste do país.
  A franco-colombiana, três americanos, três políticos e dezenas de militares e policiais colombianos integravam o grupo de cerca de 40 reféns que a guerrilha propunha trocar por 500 rebeldes presos, após a criação de uma zona desmilitarizada no país. Nos seis anos que permaneceu no cativeiro ela teria tido malária, hepatite do tipo B e leishmaniose, além de problemas de insuficiência cardíaca.
  Anteontem as Farc afirmaram que a operação que libertou Ingrid não foi um resgate, mas uma ‘‘uma fuga’’, resultante da ‘‘traição’’ dos guerrilheiros-carcereiros.

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