BogotáA ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt teria morrido aparentemente em um acampamento das Farc, segundo relatou ontem ao informativo de televisão ''CMI'' uma menina guerrilheira que desertou. O presidente do país, Alvaro Uribe, pediu ''prudência'' ante ''esses rumores'' da morte de Betancourt e a ministra da Defesa, Martha Lucía Ramírez, declarou que, segundo comandantes militares e policiais, essa versão ''não é certa''.
A desertora, de 15 anos, disse à ''CMI'' que escutou companheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) dizerem que Betancourt ''morreu e está enterrada em Planadas'', localidade do departamento (estado) de Tolima, cerca de 300 quilômetros ao sul de Bogotá.
Betancourt foi sequestrada em 23 de fevereiro passado em selvas do sul do país, três dias após o governo do então presidente Andrés Pastrana cancelar um processo de paz de mais de três anos com essa guerrilha.
O sequestro de Betancourt aconteceu perto de San Vicente del Caguán, na cancelada zona neutra de 42.139 quilômetros quadrados dos departamentos de Caquetá e Meta, que serviu de sede para os falidos diálogos de paz.
Segundo a jovem guerrilheira, ''há alguns rapazes que a viram e disseram que estava muito longe de onde estávamos''.
O coronel Jorge Enrique Navarrete, da VI Brigada do Exército, com jurisdição em Planadas, declarou ao mesmo informativo que não pode confirmar essa notícia porque ''são rumores''.
Segundo o informativo da CMI, a situação de saúde da ex-candidata presidencial do Movimento Independente Oxígeno, ''é crítica''.
Betancourt, de 41 anos, candidata à presidência nas eleições de 26 de maio, foi sequestrada junto com sua candidata à vice-presidenta, Clara Rojas.
Marido pede ajudaJuan Carlos Lecompte, marido da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, pediu ''o apoio e solidariedade'' dos europeus para a libertação dos sequestrados colombianos. ''Viajei para a Bélgica com o objetivo de buscar a solidariedade tanto da população civil como dos políticos'', disse Lecompte à EFE.
Lecompte lamentou que neste momento a vida das pessoas sequestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cerca de 9.000, ''corre perigo devido ao aumento da guerra''.
A viagem de Juan Carlos Lecompte à Bélgica e à França ocorre depois de sete meses e meio do sequestro da senadora colombiana.

mockup