Um dia depois de sua chegada à França, Ingrid Betancourt passou ontem de manhã por uma série de exames no hospital militar do Val-de-Grâce, em Paris, para determinar, apesar de sua boa forma aparente, as conseqüências para sua saúde dos seis anos de cativeiro na selva colombiana.
  Ingrid, libertada quarta-feira, foi rapidamente examinada em Bogotá pelo chefe dos médicos da presidência francesa, o doutor Christophe Fernandez, especialmente enviado no avião que levou a família da ex-refém para a capital colombiana. Ele deu parecer positivo, sem no entanto eliminar a possibilidade de internação.
  Desde sua libertação, Ingrid Betancourt, que está dormindo muito pouco, vem participando de inúmeros encontros e entrevistas, sempre com um sorriso radiante. Mas ela contou que ficou muito doente durante estes seis anos e quatro meses de cativeiro nas mãos das Farc.
Emoção forte
  O avô do cabo do Exército norte-americano William Pérez, um dos 14 reféns librtados junto com Ingrid na última quarta-feira, morreu de infarto ao ver imagens do neto na TV.
  O médico Wilman Angulo disse à imprensa que o idoso sofreu um problema cardíaco na quinta-feira após saber da libertação de Pérez. ‘‘Os parentes contaram que ele estava vendo televisão e comentando o que iriam fazer para receber o ex-refém e o senhor estava bastante emocionado e alegre’’, disse o médico.
  William Pérez disse anteontem que, durante o período em que ficou sequestrado, aproveitou seus conhecimentos de enfermagem para ajudar Ingrid Betancourt.
  O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, apresentou na última sexta-feira um vídeo que registra o momento de resgate dos quinze reféns em poder da guerrilha das Farc, na quarta-feira passada, para rechaçar as versões da imprensa de que a libertação teria acontecido mediante o pagamento de milhões de dólares.

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