Ingleses podem aprovar clonagem de humanos para tratar diabetes
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quarta-feira, 16 de junho de 2004
France Presse 
Londres - A Grã-Bretanha começou a estudar a aprovação da clonagem dos primeiros embriões humanos da história do país por uma equipe de pesquisadores que poderia usar as células-tronco para tratar o diabetes.
Se for aprovada, o país será o primeiro da Europa a fazer a clonagem de embriões humanos, depois do anúncio, em fevereiro, de uma técnica bem sucedida na Coréia do Sul, seguida de uma descoberta similar nos Estados Unidos.
A ''clonagem terapêutica'' é legalizada na Grã-Bretanha, mas este é o primeiro pedido oficial à agência do governo para autorizar a pesquisa. Ele promete provocar uma nova onda de discussões éticas sobre a reprodução artificial de material genético humano para fins médicos ou científicos.
A Grã-Bretanha aprovou a clonagem terapêutica em 2002, mas exige que cada projeto de pesquisa seja licenciado pela Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia. ''Se não fizermos a pesquisa, e ela tem potencial, então não estaremos apenas ignorando as necessidades daqueles que estão vivos agora, mas também das gerações futuras'', declarou à BBC Alison Murdoch, do Centro de Fertilidade de Newcastle (norte da Inglaterra).
A criação de células-tronco embrionárias através da clonagem é celebrada por Murdoch como uma das ''áreas mais excitantes do progresso médico em vários anos''. Devido à a possibilidade de se reproduzirem repetidamente e originarem vários tipos de tecidos, as células-tronco encerram a promessa de reparar tecidos danificados e fornecer tratamento futuro para doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer.
Usando o método de Stojkovic, os pesquisadores de Newcastle pretendem descobrir formas de fornecer aos pacientes de diabetes ''células que possam realmente produzir insulina'', explicou Murdoch à BBC.
Stojkovic disse que experiências em ratos já demonstraram que células-tronco embrionárias clonadas podem ser usadas para tratar o mal de Parkinson.
A área de pesquisa dos cientistas, apoiada por advogados de milhões de pessoas que sofrem de doenças incuráveis, é regularmente denunciada por grupos conservadores e religiosos que argumentam que os cientistas estão destruindo a vida humana ao realizar suas experiências.


