Londres - O ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, ordenou ontem o congelamento de todos os recursos na Grã-Bretanha de cinco líderes do movimento palestino Hamas, entre eles Abdel Aziz Rantissi e seu representante no estrangeiro, Khaled Mechaal, anunciou o Tesouro em comunicado.
O ministro deu instruções ao Banco da Inglaterra que ordene às instituições financeiras o congelamento de todos os fundos em nome dos cinco altos dirigentes do Hamas, indica o comunicado. Além de Rantissi e Mechaal, a decisão do ministro britânico abrange Mussa Abu Marzuk, Imad Jalil al-Alami e Ossama Hamdan.
''Esta decisão foi adotada porque o Tesouro tem motivos para suspeitar que quatro destas pessoas facilitaram ou podem ter facilitado ou participado em ações terroristas'', enfatiza o comunicado. ''Uma dessas pessoas, Abdelaziz al-Rantissi, cometeu, ou pode ter cometido, facilitado ou participado dessas ações'' terroristas, acrescentou o documento emitido pelo ministério das Finanças britânico.
Khaled Mechaal é chefe do birô político do Hamas depois do assassinato por Israel de seu guia espiritual Ahmad Yassin, segunda-feira em Gaza. Rantissi, de 56 anos, era até agora uma das figuras mais conhecidas do grupo fundamentalista islâmico, e se tornou, depois do assassinato de Yassin, o novo chefe do Hamas nos territórios palestinos. Favorável à luta armada, Rantissi, que está entre os alvos prioritários de Israel, já foi vítima de ferimentos leves numa tentativa israelense de assassiná-lo.
O comunicado do Tesouro indica que Brown decidiu acrescentar os nomes de ''Kadek'' e ''Kongra-Gel'', denominações do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, à lista de organizações terroristas com bens a serem congelados na Grã-Bretanha. O Tesouro informou que Londres já congelou 38 contas bancárias em instituições britânicas, como parte desta luta.

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