Curitiba - Viagens para os Estados Unidos ou outros países onde há suspeita de casos da gripe suína ainda não requerem preocupação excessiva. Quem explica é o médico infectologista Jaime Rocha, especialista em Medicina do Viajante. ''Só temos conhecimento de trasmissão local da doença no México. Nos outros lugares ainda consideramos os casos como importados'', conta.
Para Rocha, será contraindicado ir a um local após a confirmação de casos autóctones - caso contraído pelo enfermo próximo de sua residência - ou seja, quando o vírus influenza suína for transmitido por pessoas que nunca estiveram nas regiões antes afetadas. ''Também temos que diferenciar casos suspeitos de casos confirmados. Então, por enquanto, é recomendado adiar a viagem apenas ao México'', orienta.
Segundo o infectologista, órgãos competentes já trabalham na vacina para o vírus influenza. ''As pesquisas são para criar uma vacina geral para a gripe. É difícil por ser um vírus altamente mutante. Para a gripe suína, acredito que vai haver, sim, uma vacina, mas ainda não se sabe se chegará a tempo de conter esse surto'', explica.
Em Curitiba, o quadro clínico da mulher de 53 anos com suspeita de ter contraído a doença em uma viagem recente ao México permanece estável.
A Secretaria de Estado da Saúde informou não terem sido registradas novas suspeitas de contaminação no Paraná.

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