Um tribunal de júri reunido na Flórida decidiu que as principais indústrias de cigarros norte-americanas terão de pagar indenizações a fumantes doentes no valor recorde de US$ 144,87 bilhões. O recorde anterior era de uma indenização de US$ 4,8 bilhões que a General Motors foi condenada a pagar por um tribunal da Califórnia, no ano passado, por causa de um incêndio em um carro, quantia reduzida depois para US$ 1,09 bilhão.
Em julho do ano passado, as companhias de tabaco haviam sido julgadas culpadas da acusação de conspiração para produzir e comercializar um produto perigoso; o que faltava era a decisão sobre o tamanho da indenização a ser paga. Os advogados que iniciaram a ação pediam uma indenização total de US$ 196 bilhões. Eles representam um número ainda não especificado de fumantes e ex-fumantes, estimado entre 300 mil e 700 mil pessoas.
A Philip Morris e RJ Reynolds anunciaram que vão recorrer. Os julgamentos dos apelos das companhias poderão demorar até dois anos. Agora, cada uma delas terá de depositar cerca de US$ 100 milhões em juízo. As leis da Flórida proíbem que a Justiça imponha a empresas indenizações que as levem à falência.
As indenizações decididas ontem são de US$ 73,96 bilhões no caso da Philip Morris, US$ 36,28 bilhões no da RJ Reynolds, US$ 17,59 bilhões no da Brown & Williamson, US$ 16,25 bilhões no da Lorillard e US$ 790 milhões no da Liggett.
Dan Webb, advogado das empresas, disse que a sentença não terá ‘‘nenhum impacto prático sobre o meu cliente’’. Ele disse que o julgamento final não sairá sem a decisão individual para cada um dos talvez 700 mil integrantes da ação coletiva.

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