Indonésios deixam ilha atingida por terremoto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de junho de 2000
Associated Press De Bengkulu 
A ajuda internacional chegou ontem à cidade de Bengkulu enquanto refugiados feridos fugiam de uma devastada ilha devastada. Abalos secundários continuaram a afetar o sul de Sumatra depois que um terremoto de 7,9 graus atingiu o local na noite de domingo, matando 103 pessoas e deixando mais de 500 feridos. Navios de guerra e aviões estrangeiros e indonésios levaram suprimentos e equipes de ajuda. Muito assustados para voltar para suas casas danificadas, diversos moradores reclamaram que a ajuda vem sendo muito demorada.
Tudo está arruinado. Todas as casas estão danificadas, disse Wawan, 33 anos, um dos cerca de 100 refugiados que deixaram de barco da ilha de Enggano, a mais próxima do epicentro do tremor subaquático. Nenhuma ajuda chegou até nós. A população da ilha precisa de ajuda, comida, remédios e barracas. Wawan disse que ninguém morreu, mas dezenas de pessoas ficaram feridas em Enggano, localizada a 200 quilômetros de Bengkulu, uma cidade portuária. As pessoas correram para fora quando sentiram os primeiros tremores. Essa é a razão pela qual ninguém morreu.
Acredita-se que o restante dos 1.800 habitantes de Enggano continuem na ilha do Oceano Índico. Um navio indonésio deveria chegar ontem com suprimentos. As vítimas do tremor reclamam que o governo indonésio tem feito muito pouco para ajudá-los e que a situação piorou com as chuvas que caíram em Bengkulu. Dezenas de feridos abrigam-se sob lonas plásticas furadas no estacionamento do Hospital Geral Yunus, cuja estrutura ficou danificada. Médicos fazem cirurgias sob coberturas improvisadas, apesar das fortes chuvas.
Os estoques de sangue estão baixos e funcionários da saúde temem que a escassez de água limpa possa ser uma via para a dispersão de doenças. Enquanto a ajuda internacional chegava à Indonésia, o presidente do país, Abdurrahman Wahid, preparava-se para deixar o país para participar hoje dos funerais do ex-primeiro-ministro japonês, Keizo Obuchi. Wahid deve seguir depois para os EUA, Europa e Oriente Médio.


