Daegu, Coréia do Sul O balanço do incêndio criminoso no metrô de Daegu, na Coréia do Sul, já chega a 125 mortos e os familiares das vítimas estão indignados e cheios de desconfiança em relação ao funcionamento dos sistemas de segurança, diante das proporções da tragédia.
Vinte e quatro horas depois do incêndio provocado por um doente mental, que já assumiu sua culpa, há 138 feridos, muitos deles em estado grave e uma lista de 314 desaparecidos. O prefeito da cidade, Cho Hae Nyong, considerou entretanto que o número de vítimas fatais não deve mudar muito, já que ''parece que todos os mortos foram contados''.
Uma autoridade municipal, encarregada de contar os desaparecidos, Kang Sung Chol, acrescentou que a lista de 314 nomes deve ''diminuir de maneira significativa'' porque inclui casos que não têm relação com o incêndio e pode também ter pessoas que foram contadas duas vezes por erro.
Seja como for, o desastre provocou a ira dos parentes das vítimas e já está em andamento uma investigação que vai estabelecer se existem erros humanos e se as medidas de segurança funcionaram corretamente.
Cerca de 200 familiares em prantos entraram em conflito com policiais e autoridades municipais quando o primeiro-ministro Kim Sok Soo visitou a cidade.
Até agora, apenas 30 corpos puderam ser identificados, segundo autoridades municipais. Para o restante, completamente carbonizado, será necessário teste de DNA. A polícia declarou que o suspeito, Kim Dae Hwan, um homem de 56 anos, que já recebeu atendimento psiquiátrico no passado, confessou o crime.