Indígenas acampam em Quito para pedir renúncia de Mahuad
Associated Press
De Quito
Milhares de indígenas acamparam nesta quarta-feira em um parque depois de chegar a Quito para pressionar a renúncia do presidente Jamil Mahuad e disseram que permanecerão na capital até atingirem seu objetivo.
Os indígenas chegaram à cidade nos últimos dois dias, iludindo os controles militares instalados nas estradas e se aglomeraram no parque central de El Arbolito.
Segundo estimativas da Cruz Vermelha e da imprensa locais, cerca de 5 mil indígenas ingressaram na capital equatoriana desde segunda-feira, vindos em sua maioria de zonas camponesas distantes entre 70 e 140 quilômetros de Quito.
Eles foram convocados pela Confederação de Nacionalidades Indígenas, que exigiam a renúncia de Mahuad, além dos deputados do Congresso unicameral e dos magistrados das cortes de justiça.
Trajando roupas típicas, que incluem sombreiros e ponchos, homens e mulheres instalaram-se no parque, onde cozinham suas refeições em grandes panelas colocadas sobre fogueiras acendidas com madeira e carvão.
Em Ambato, um atentado explosivo foi registrado no fim da noite de anteontem no palácio do governo desta cidade andina, localizada 120 quilômetros ao sul de Quito. Este é o segundo incidente do tipo ocorrido esta semana, segundo a polícia.
Em entrevista telefônica à Associated Press, o capitão José Navarrete disse que um explosivo foi detonado às 22h30 locais nas proximidades do palácio, danificando uma porta e janelas do edifício. Mas ninguém ficou ferido.





