Copenhague Cientistas de várias nacionalidades envolvidos no projeto North Grip na Groenlândia descobriram indícios de vegetação em uma mostra de água extraída a 3.091 metros de profundidade, anunciou ontem o professor Dorthe Dahl-Jensen.
''Trouxe à superfície uma mostra de água lodosa avermelhada que continha fragmentos de vários centímetros de matéria orgânica, que parece muito com farpa de pinho ou pedaços de córtex'', afirma um comunicado da equipe do Instituto Niels Bohr de Copenhague.
''É muito provável que esta matéria tenha vários milhões de anos, e seja do tempo em que a Groenlândia estava coberta por florestas'', acrescentou. ''A presença de restos de plantas tende a indicar que a glaciação na Groenlândia aconteceu relativamente rápido'', segundo Dahl-Jensen, que espera com impaciência a análise desta descoberta, que pode dizer muito sobre o meio ambiente antes da chegada do período glacial no continente.
O projeto europeu North Grip reúne trinta cientistas de oito países europeus, dos Estados Unidos e do Japão, que trabalham no centro da Groenlândia, 300 km ao norte de Summit, no ponto culminante da camada de gelo do continente. Seu objetivo é reconstituir a evolução do clima e do meio ambiente mediante o estudo das camadas sucessivas de gelo da última glaciação, que começou há 120.000 anos.

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