A Rainha Elizabeth II disse ontem que o massacre de civis indianos realizado pelas tropas britânicas coloniais em 1919 nunca poderá ser apagada da história. A monarca britânica, em um discurso durante um banquete organizado em sua homenagem por motivo de sua visita oficial de seis dias à Índia, disse que os dois países deveriam ‘‘aprender com a tristeza e construir sobre a alegria dos acontecimentos passados’’.
A Rainha, que visita hoje o local do massacre em Amritsar disse, na presença do presidente indiano, K.R. Narayanan: ‘‘Não é um segredo que houve alguns episódios difíceis em nosso passado - Jallianwalla Bagh, que visitarei amanhã, é um exemplo’’. ‘‘Mas a história não pode ser escrita de novo, por mais que queiramos às vezes. Tem seus momentos de tristeza, bem como de alegria. Temos que aprender com a tristeza e construir na alegria’’, disse.
As tropas britânicas mataram 379 civis e feriram outros 1.200 que assistiam a uma reunião pública pacífica em uma área pública denominada Jallianwala Bagh.
Parentes das vítimas que faziam campanha para obter uma desculpa pública por parte da Rainha vão realizar protestos nas ruas durante sua visita.
Nandlal Arora, secretária de uma associação de 50 parentes das vítimas, disse que os protestos ‘‘serão pacíficos e democráticos’’.
‘‘Usaremos braceletes negros e cartazes’’, afirmou.
‘‘Se a Rainha não pedir perdão pelo massacre, o povo deveria boicotá-la. Ela deveria pedir perdão. Talvez isso suavize nossos corações. Se realmente sente, o que a impede de pedir perdão publicamente?’’, perguntou.
Elizabeth II, que chegou à Índia domingo à noite, depositará uma coroa de flores no memorial de Jallianwala Bagh. Fontes diplomáticas britânicas garantiram que a colocação das flores no memorial será ‘‘um gesto especial’’, mas insistiram em que a rainha não pedirá perdão publicamente.

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