índia teme epidemias e o pânico
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2001
Associated Press De Ahmedabad, Índia 
Cinco dias após o terremoto que atingiu a Índia, a ameaça de epidemias e o pânico causado por tremores secundários, que provocam desmoronamento de construções danificadas, são os maiores problemas enfrentados pelos sobreviventes. A subsecretária da ONU para Assuntos Humanitários estima que cerca de 200.000 pessoas ficaram desabrigadas.
O governo indiano anunciou que as famílias das vítimas receberão indenização de 100.000 rupias (cerca de US$ 2.200). Calcula-se que o terremoto tenha causado prejuízos de pelo menos US$ 2 bilhões.
Equipes de resgate retiraram ontem sobreviventes dos escombros deixados por um forte terremoto no oeste da Índia pouco antes da chegada de guindastes.
Na cidade de Blachau, uma equipe de socorro russa ouviu os gritos de uma mulher Kuntal Thakkar, de 22 anos depois que um trator começou a derrubar as paredes de um prédio destroçado. Ela e o marido foram salvos.
A menina Viyanka, de 12 anos, foi encontrada por soldados indianos na cidade de Bhuj. Segundo testemunhas, ela estava consciente e foi caminhando até o hospital.
Joytosna Gandhi, de 55 anos, foi resgatada dos escombros de um edifício em Ahmedabad. Suas pernas e uma mão tiveram de ser amputadas e ela ainda corre risco de morrer.
O governo do Estado de Gujarat, informou que 12.000 corpos haviam sido recuperados até o momento e o número de mortos poderia chegar a 25.000. O ministro indiano da Defesa, George Fernandes, manteve, porém, sua estimativa. Segundo ele, o tremor de terra deixou pelo menos 100.000 mortos.


