France PresseUniãoO primeiro-ministro do Paquistão (esquerda) e seu colega indiano irão lutar pela PazÍndia e Paquistão se comprometeram ontem, em uma declaração conjunta, a tomar medidas que limitem os riscos de um conflito nuclear e a redobrar os esforços para solucionar suas divergências, como a disputa territorial de Caxemira.
O primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif e seu colega indiano Atal Behari Vajpayee firmaram a ‘‘declaração de Lahore’’ depois de uma entrevista realizada nesta cidade paquistanesa, a primeira entre chefes de Governo de ambos países em dez anos.
Os dois governos se comprometeram a ‘‘tomar imediatamente medidas que reduzam os riscos de uso acidental ou não autorizado de armas nucleares’’ e examinar o modo de ‘‘favorecer a confiança no campo das armas nucleares e convencionais, a fim de evitar conflitos’’.
A tensão cresceu sensivelmente na região, em maio passado, quando a Índia realizou testes nucleares e o Paquistão também alguns dias depois.
Além disso, ambos governos afirmaram que intensificarão seus esforços para resolver todos os problemas, incluindo a disputa territorial em Caxemira.
Ambos países vivem em estado de conflito quase permanente desde a divisão de 1947. Um dos motivos de tensão é a divergência por Caxemira, no Himalaia, uma região povoada majoritariamente por muçulmanos, cuja soberania é reivindicada pela Índia e o Paquistão.
Hoje as duas partes reafirmaram sua condenação a todas as formas de terrorismo e se disseram determinadas a combater esse tipo de ação.
Esta cúpula entre a Índia e o Paquistão, considerada histórica pelas duas delegações, é a primeira desde a visita do primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi ao Paquistão em 1989.
Nesta oportunidade, Vajpayee chegou em meio a confrontos entre islamitas do Jamaat-i-Islami (JI), o principal partido religioso paquistanês, que tentavam perturbar a visita do primeiro-ministro indiano, e as forças policiais.
Para o Jamaat, qualquer contato com o ‘‘inimigo indiano’’ significa trair os separatistas muçulmanos.

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