A Índia e o Paquistão enviaram mais tropas e equipamentos militares à tensa fronteira entre os dois países, onde pelo menos três pessoas morreram ontem.
Tanto Nova Déli quanto Islamabad declararam estar respondendo à mobilização de forças pelo outro lado após o agravamento da tensão entre os dois países que se seguiu a um ataque ao Parlamento indiano em 13 de dezembro, pelo qual a Índia culpa grupos extremistas com base no Paquistão.
Os dois países já lutaram três guerras desde sua independência, em 1947, e têm arsenal nuclear.
Funcionários do governo da Índia disseram que dois guardas indianos morreram e três ficaram feridos quando tropas paquistanesas abriram fogo na fronteira da Caxemira. Segundo funcionários do governo do Paquistão, tiros disparados ontem por indianos em vários pontos da linha de controle que divide a Caxemira mataram um civil e feriram oito.
Os dois lados trocaram tiros de metralhadora e morteiro em diversos locais da fronteira.
O ministro da Defesa da Índia, George Fernandes, disse que suas tropas se encontravam em ''alto alerta'' e que uma divisão do Exército especializada em incursões velozes por terra em território inimigo estava perto da fronteira nos Estados de Punjab e Rajasthan, na planície ao sul da Caxemira.
A medida foi tomada em resposta a movimentos de tropas paquistanesas, afirmou Fernandes.
O Paquistão disse que suas tropas também estavam em alerta.
O Paquistão acusou a Índia ontem de deter e espancar um funcionário da embaixada paquistanesa em Nova Déli.
O Ministério das Relações Exteriores paquistanês emitiu uma declaração em que condenava a ''detenção ilegal e tortura'' de Mohammad Sharif Khan por agentes do serviço de inteligência da Índia anteontem e pediu uma investigação sobre o incidente.
A Índia, que acusa o Paquistão de fomentar movimentos separatistas na Caxemira, retirou seu alto comissário ''embaixador'' em Islamabad na sexta-feira, acusando o Paquistão de não agir contra o terrorismo, e decidiu suspender os serviços de transporte terrestre entre os dois países.
Sábado, o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, afirmou que a reação da Índia era muito ''arrogante'' declaração classificada ontem pela Índia como ''extremamente lamentável''.

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