A Índia afirmou ontem que o processo de paz deverá continuar, mas que as relações com o Paquistão não podem ser ‘‘prisioneiras’’ do problema de Caxemira, o que impediu um acordo entre os dois países na segunda-feira, na cúpula de Agra. ‘‘A Índia está convencida de que uma aproximação limitada, fragmentada e centrada em um único tema não poderá dar certo’’, afirmou o ministro durante uma coletiva de imprensa.
Singh negou-se, no entanto, a classificar de cúpula de ‘‘fracasso’’ e estimou que o caminho para ‘‘uma paz duradoura’’ entre os dois países prosseguia, já que se mantinha a visita de Vajpayee ao Paquistão, decidida durante a cúpula.
Musharraf e Vajpayee despediram-se sem ter firmado uma declaração conjunta, apesar das árduas discussões de mais de sete horas realizadas entre as partes.
PaquistãoO Paquistão fez questão de destacar ontem que a reunião de cúpula do fim de semana com a Índia ‘‘terminou sem conclusões, mas não fracassou’’, pois uma ‘‘base comum’’ criada pelos líderes dos dois países rivais será usada na continuação do diálogo.
Espera-se que o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, e o primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, se reúnam em setembro em Nova York.

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