Altos funcionários palestinos e israelenses continuavam em contato ontem para decidir quando e em que local será o encontro entre o chanceler de Israel, Shimon Peres, e o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, para discutirem medidas visando pôr fim à violência na região. Um dos mediadores, o chanceler espanhol Josep Piqué, disse em Madri que Peres lhe confirmara que se reuniria com Arafat hoje, no posto fronteiriço de Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel. No entanto, o chanceler israelense desmentiu a informação. ''Acertamos o dia, mas não está claro o local'', afirmou, sem dizer a data. Eles buscam um lugar com menos assédio da imprensa.
Ontem, tanques de Israel bombardearam um edifício perto de uma posição da Força-17, a guarda pessoal de Arafat, em Gaza. Não há informações sobre feridos. No domingo, 5 israelenses morreram e mais de 70 ficaram feridos em três ataques de palestinos, dois deles causados por suicidas, que se explodiram. O que mais preocupa as autoridades é o fato de um dos camicases ser provavelmente um árabe israelense. Desde o início da intifada, é a primeira vez que um árabe do país participa de um atentado.
No domingo, o ministro do Turismo, Rehavan Zeevi, propôs que os policiais usem uma pistola carregada com um líquido paralisante para ser disparada quando ''suspeitarem de um terrorista''. Zeevi sugeriu pedido de desculpas e pagamento de indenização aos inocentes, nos casos de o policial se enganar.
RetaliaçãoUm policial palestino foi morto ontem em represália aos ataques lançados domingo, incluindo dois atentados suicidas, que mataram oito israelenses e feriram dezenas de pessoas.
O Exército de Israel disparou mísseis antitanques contra uma delegacia de polícia na cidade cisjordaniana de Tamun. Um policial morreu e outros quatro ficaram feridos, informaram funcionários palestinos.

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