Indefinição de vice-presidente prejudica a economia paraguaia
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terça-feira, 22 de agosto de 2000
Associated Press De Assunção 
A demora na proclamação do vencedor das eleições para a escolha do vice-presidente paralisou a empobrecida economia paraguaia, segundo a generalizada queixa dos empresários.
Miguel Carrizosa, membro da Câmara de Veículos Importados e um dos líderes da Federação para a Produção e o Comércio, afirmou ontem que o país está esgotado e o povo não pode continuar vivendo ao sabor dos assuntos políticos.
A economia está parada, acrescentou Carrizosa, para quem é preciso colocar um fim na questão das eleições, saber quem é o novo vice-presidente e começar a trabalhar pelo país. O presidente da Câmara Paraguaia da Carne, Néstor Méndez, reforçou ser necessário revitalizar a economia, mas disse que ninguém faz nada porque está esperando o resultado final (das urnas), como se isto pudesse mudar a situação.
De acordo com a Justiça Eleitoral, o opositor Julio César Franco, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), tem pouco mais de 1% dos votos de vantagem sobre Félix Argaña, candidato do governante Partido Colorado.
Segundo um dos três ministros da Justiça Eleitoral, Rafael Dendia, talvez amanhã à noite (hoje) possamos conhecer os resultados finais das eleições. Ele explicou que a tarefa é lenta porque é manual e minuciosa, e há cerca de 10 mil atas eleitorais que precisam ser verificadas.
Concordando com os empresários, o ministro da Economia, Frederico Zayas, alertou para a urgência de levar adiante o plano de emergência fiscal por ele apresentado ao Executivo há cerca de 30 dias porque, do contrário, chegaremos ao final do ano sem dinheiro para cumprir com os compromissos locais e internacionais.
A proposta de Zayas prevê um aumento dos impostos dos maiores contribuintes: combustíveis, cigarros e bebidas alcoólicas.
Dados econômicos mostram que 16% da população paraguaia está desempregada e que há no país 1,7 milhão de pobres, dos quais 64% vivem na miséria.


