A uma semana do segundo turno da eleição presidencial peruana, previsto para o próximo dia 3 de junho, nada parece estar selado entre os dois finalistas: o centrista Alejandro Toledo, líder nas pesquisas, e o ex-mandatário social-democrata Alan García.
Toledo, líder de Peru Possível, está situado nas pesquisas com 10 pontos à frente de García, candidato da Aliança Popular Revolucionária Americana (40,7% contra 31,2%, segundo a mais recente pesquisa nacional), mas a volatilidade do eleitor torna o prognóstico impreciso.
O terço dos peruanos que anunciam que votarão em branco ou anularão o voto ou que se dizem indecisos reflete, além de tudo, a desconfiança ou pouca credibilidade em Toledo e García, aos quais atribuem o estigma de populistas, com propostas pouco convincentes.
Para o Peru, o segundo turno, que se realizará quase dois meses depois do primeiro, representa o final do túnel depois de um período iniciado há um ano com a irregular reeleição de Alberto Fujimori e sua posterior destituição, em novembro do ano passado, por um escândalo de corrupção.

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