Incríveis histórias de sobrevivência
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quarta-feira, 05 de janeiro de 2005
France Presse 
Kuala Lumpur- Uma mulher resgatada das águas depois de cinco dias à deriva no mar, crianças que emergem milagrosamente dos escombros ou idéias engenhosas: as ondas gigantes de 26 de dezembro proporcionaram histórias incríveis de sobrevivência. Anthony Praveen, um menino indiano de oito anos, abriu os olhos poucos momentos antes de ser enterrado na cidade de Velankanni (sul), já que os coveiros acreditavam que ele estava morto.
Ele se sentou sobre a pilha de corpos completamente abalado, conseguindo apenas falar seu nome e endereço. Desde então está mudo e ainda não sabe que seus pais e sua irmã morreram na tragédia, informa o jornal 'South China Morning Post', de Hong Kong.
Em outra história impressionante, um pescador malaio salvou uma indonésia que estava à deriva no Oceano Índico há cinco dias, presa a um tronco de palmeira, cujos frutos a ajudaram a se alimentar. Malawati, de 23 anos, estava com a pele queimada pelo sol e havia sido mordida por animais, segundo a agência Bernama.
A pequena Zoe Shiu, de seis anos, se agarrou a uma bóia de pneu para escapar da onda gigante que inundou a piscina do hotel Sofitel da Tailândia onde brincava.
Graças ao objeto, a menina conseguiu chegar até um bote virado ao qual uma camareira também tentava se segurar. A funcionária do hotel conseguiu estabilizar o bote e se salvou ao lado da criança. Zoe é a única sobrevivente de sua família, segundo a imprensa de Cingapura.
S. Tulasi, de apenas vinte dias, teve ainda mais sorte: o bebê dormia sobre um colchão que foi levantado pela água. Sua mãe, Annal Mary, lutou contra a torrente para chegar até o quarto dela e observou que o colchão flutuava a mais ou menos um metro e meio de água, segundo a própria contou à imprensa malaia.
Para salvar a sua família, o britânico Stephen Boulton, de férias nas Maldivas, usou tudo o que tinha a mão: prendeu sua esposa Ray, de 33 anos, e seus filhos de 12, quatro e um ano e meio com toalhas a uma palmeira.
Anna Serafino, que vive parte do ano em Patong, perto de Phuket, sul da Tailândia, preferiu ganhar a onda gigantesca em velocidade. Poucos segundos antes da tsunami inundar tudo, subiu em sua moto e acelerou em direção às colinas. Quando olhou para trás, viu todo o povoado destruído, com corpos ''flutuando como peixes mortos''.


