O incidente na fronteira que gerou atrito entre Brasil e Colômbia foi ‘‘totalmente superado’’ pelos dois países, revelou ontem o chanceler colombiano Guillermo Fernández de Soto.
O chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia assegurou que seu governo ‘‘quer superar isto (o emprego de uma pista de pouso em território brasileiro por tropas colombianas). ‘‘Queremos normalizar nossa relação diplomática com a Colômbia’’. Fernández de Soto e Lampreia reuniram-se informalmente ontem por cerca de meia hora, ao final da sessão do Conselho de Ministros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) na sede da organização, em Montevidéu.
‘‘O incidente ocorreu por razões humanitárias’’, disse Fernández de Soto em relação ao ingresso de tropas colombianas na Amazônia brasileira.
‘‘A situação voltou ao normal’’.
O chanceler colombiano informou que o governo de Bogotá retomou o controle total de Mitú, na fronteira com o Brasil, após severos combates com a guerrilha colombiana.
Em Brasília, o chefe do gabinete militar da presidência, general Alberto Cardoso, havia declarado na véspera que ‘‘a reação do governo brasileiro (um protesto diplomático) foi necessária para mostrar que aquele pedaço tem dono. O Brasil foi complacente e até dilatou o prazo de permanência dos colombianos em nosso território’’.
Antes de partir para Montevidéu, Fernández de Soto disse em Bogotá que ‘‘deplorava antecipadamente qualquer mal-entendido’’ com o Brasil.
Assassinato O pistoleiro que assassinou o terceiro homem do Cartel de Cali Helmer Herrera dentro de uma prisão colombiana disse que agiu para proteger sua família, que Herrera havia ameaçado matar, disseram ontem as autoridades. Mas a polícia e fontes judiciais afirmaram ontem que o assassino, que deu sete tiros na cabeça de Herrera depois de abraçá-lo no campo de exercícios da prisão de Palmira, nos arredores de Cali, garantiu que agiu sozinho numa desesperada tentativa de salvar sua família dos ‘‘sicários’’ de Herrera, ou pistoleiros de aluguel.

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