Situação mais grave ocorre a 80 quilômetros de Los Angeles, no condado de Ventura, local onde as chamas começaram na segunda
Situação mais grave ocorre a 80 quilômetros de Los Angeles, no condado de Ventura, local onde as chamas começaram na segunda | Foto: Frederic J. Brown/AFP



São Paulo - Os incêndios que atingem o sul da Califórnia desde segunda-feira (4) já fizeram mais de 200 mil pessoas deixarem suas casas e chegaram a Los Angeles, segunda maior cidade americana, nesta quarta-feira (6). Os ventos fortes, que chegam a 130 quilômetros por hora, ajudam a disseminar o fogo e dificultam o trabalho dos bombeiros. Até o momento, não há informação de mortes relacionadas aos incêndios.
"Não há como combater o fogo com esse tipo de vento", disse ao jornal "Los Angeles Times" o diretor do Cal Fire (Departamento de Proteção contra Fogo e Florestas da Califórnia), Ken Pimlott.
A situação mais grave ocorre no condado de Ventura, a 80 quilômetros de Los Angeles, local onde as chamas começaram na segunda, antes de espalharem pela região, criando novos focos de incêndios.
Em Ventura, o fogo já queimou uma área de 360 quilômetros quadrados (pouco mais do que a área do município de Ilhabela, em São Paulo) destruindo pelo menos 150 construções e obrigando 50 mil pessoas a deixarem suas casas no condado.
Outros focos menores atingem a região do Vale de San Fernando, no norte de Los Angeles, e de Bel Air, um dos bairros mais valorizados da cidade.
Por isso, parte dos moradores de Bel Air teve que deixar suas casas e outros podem fazer o mesmo em breve. Diversas escolas e a Universidade de Los Angeles cancelaram as aulas na quarta.
Em outubro, uma onda de incêndios atingiu a região norte da Califórnia, deixando mais de duas dezenas de mortos.

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