Incêndios atingem áreas urbanas
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segunda-feira, 04 de agosto de 2003
Das agências 
Lisboa Os incêndios que atingem 15 dos 18 distritos de Portugal chegaram ontem aos centros urbanos do país. O fogo já matou nove pessoas e destruiu milhares de hectares de florestas. Ontem de manhã, cerca de 5 mil pessoas se viram ameaçadas pelo fogo nas cidades de Oleiros e Macao. Em Oleiros, no distrito de Castelo Branco, na fronteira com a Província de Cáceres (Espanha), cerca de 20 casas da área urbana pegaram fogo, o que provocou a retirada dos 2.400 moradores da cidade. Em Macao, no distrito de Santarém, o centro histórico da cidade foi alcançado pelas chamas, que destruíram ao menos cinco edifícios.
O Centro Nacional de Operações e Socorro informou ontem que as chamas continuam sem controle em 72 focos, que são combatidos por cerca de 3.000 bombeiros, 400 militares e 780 veículos contra incêndios.
O primeiro-ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso, anunciou que na reunião extraordinária do Conselho de Ministros será declarado o estado de ''calamidade pública', que é ''a melhor situação do ponto de vista legal'.
Os incêndios afetam também as comunicações, tanto com o exterior como no interior do país.
A ajuda internacional enviou a diferentes pontos do país dois helicópteros alemães, dois aviões italianos e oito aeronaves marroquinas.
Enquanto não existem cifras oficiais sobre a área destruída, alguns veículos de comunicação falam em cerca de 40 mil hectares devastados durante a última semana.
No Canadá Os mais fortes incêndios dos últimos 50 anos no oeste do Canadá assolavam ontem uma ampla área que abrange as porvíncias de Alberta e Columbia Britânica. O incêndio já arrasou mais de 54 mil hectares e destruiu dezenas de casas.
Autoridades locais informaram que as pessoas evacuadas já chegam a 2 mil em Alberta, e outras 10 mil na Columbia Britânica.
Durante o fim de semana, autoridades das duas províncias declararam estado de emergência, e vários focos de incêndio estavam fora de controle, com chamas de até 100 metros de altura.
''Estamos fazendo o melhor que podemos, mas, a menos que a mãe natureza abra a chave, esta situação vai durar mais algum tempo'', disse John de Cicco, vereador da cidade de Kamloops, a região mais afetada.
O tempo seco e as temperaturas superiores a 30 graus centígrados, com fortes ventos, dificulta o trabalho dos bombeiros.
Inundações Pelo menos um milhão de pessoas residentes no sudeste do Paquistão permanecem incomunicáveis, sem casa, vítimas de doenças ou picadas de cobras em consequência das inundações mais devastadoras em uma década na região, informaram ontem as autoridades.
O balanço de vítimas fatais depois de 24 dias de chuvas se elevou a 153 no final de semana. Mais de um milhão de casas foram destruídas em uma área de mil quilômetros quadrados.


