Um incêndio em um prédio em que funcionava um shopping center, além de outras atividades, na cidade chinesa de Luoyang, matou pelo menos 309 pessoas, em sua maioria gente que festejava o Natal em uma discoteca no quarto andar do edifício. O incêndio começou às 21h30 de segunda-feira no andar térreo, que estava passando por uma reforma, e as chamas em pouco tempo se espalharam pelos outros andares.
A maioria das vítimas morreu asfixiada pela fumaça. Outras 60 pessoas foram internadas com queimaduras de diversos graus e problemas respiratórios.
Segundo a imprensa local, materiais de construção bloquearam as saídas de emergência e os corredores, contribuindo para aumentar o desastre.
A popular Dongdu Disco estava quase às escuras e a música era tão alta que muitos que estavam lá dentro só perceberam o perigo quando já era tarde demais.
Segundo testemunhas, apenas cinco ou seis pessoas tiveram coragem para pular do quarto andar do prédio, enquanto outras foram resgatadas pelos bombeiros nos estreitos corredores. Muitas ficaram agarradas às janelas, olhando para fora, desesperadas.
O Natal não é um feriado oficial na China, mas muitos, principalmente os jovens, costumam festejar a data reunindo-se com amigos, trocando presentes ou indo a restaurantes e clubes noturnos.
Segundo a agência oficial Nova China, entre as vítimas – 135 homens e 174 mulheres – estavam também pedreiros que trabalhavam na reforma do prédio.
A segurança do edifício – construído na década de 80, com fachada de vidro e colunas de mármore – não havia sido aprovada numa inspeção realizada na semana passada por causa de diversas irregularidades, entre elas a falta de sistemas de alarme contra incêndio e de extintores de teto automáticos.
Foram necessárias três horas e meia para que 750 bombeiros conseguissem extinguir as chamas. Inicialmente, apenas dois caminhões-pipa puderam aproximar-se do prédio, pois as ruas de acesso estavam bloqueadas por vendedores ambulantes.
As autoridades chinesas demonstram um certo relaxamento com relação a restaurantes, casas noturnas e bares de karaokê que proliferam na China, geralmente com a cumplicidade da administração local e até mesmo de policiais envolvidos diretamente na administração desses estabelecimentos.
Segundo cifras oficiais, 971 pessoas morreram nos 36.000 incêndios que ocorreram na China durante os três primeiros trimestres do ano.

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