Imagem ilustrativa da imagem Incêndio deixa 1,4 mil desalojados na Espanha
| Foto: Manuel Lorenzo/AFP
Quase 300 bombeiros lutam contra o fogo, apoiados por cerca de 20 aviões e helicópteros



Madri - Ao menos 1,4 mil pessoas foram desalojadas até ontem devido a um incêndio florestal aparentemente criminoso que começou perto da turística localidade espanhola de Jávea, na Costa Branca (leste), anunciaram as equipes de emergência. O delegado do governo de Valencia (também no leste), Juan Carlos Moragues, publicou no Twitter que os desalojados são de Jávea e Benitachell.

O avanço das chamas, que durante o dia se intensificaram devido às altas temperaturas e aos fortes ventos, começou, porém, a ser "freado" à noite, informou uma porta-voz do serviço de emergências da região de Valencia. "A coisa não está piorando: frearam o incêndio", disse a porta-voz, acrescentando que os bombeiros continuariam trabalhando durante a noite.
Desde que começou, no domingo, o incêndio destruiu mais de 300 hectares, queimou alguns imóveis e levou à evacuação dos moradores das localidades mediterrâneas de Jávea e Benitachell.

As autoridades regionais acreditam que o fogo foi provocado intencionalmente, por causa de seus múltiplos focos de origem. "É terrorismo ambiental, é algo que além de colocar em risco o patrimônio natural, atenta diretamente contra as pessoas", afirmou o presidente regional, Ximo Puig.

Os desalojados foram abrigados em um instituto e em uma escola, informou o serviço de emergências.

Quase 300 bombeiros lutam contra o incêndio, apoiados por cerca de 20 aviões e helicópteros.
Apesar de que vários incêndios violentos foram declarados desde o início de agosto, principalmente na região da Galícia (Noroeste), o ano de 2016 tem sido relativamente tranquilo neste sentido, segundo o Ministério da Agricultura.

Entre janeiro e agosto deste ano, 39.700 hectares foram queimados, quando a média para este período é de 78.743 hectares desde 2006.

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