A situação da liberdade de imprensa nas Américas será o principal tema da 54ª assembléia anual da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que começou ontem e vai até dia 18, quarta-feira, em Punta del Este (140 km a leste de Montevidéu).
A assembléia da SIP, organização que agrupa a mídia das Américas, vai examinar também o papel dos jornais na educação escolar, escolherá novos dirigentes e manterá contatos com os presidentes dos países do Mercosul.
Serão realizados diversos seminários sobre assuntos profissionais, e estarão presentes escritores e pensadores como o peruano Mario Vargas Llosa e o francês Jean-François Revel, para transmitir sua visão sobre o papel e as perspectivas da imprensa.
Igualmente os diretores dos jornais das Américas conversarão com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), uruguaio Enrique Iglesias, sobre o futuro econômico da região e o apoio da instituição financeira à liberdade de imprensa.
Entre os presidentes, está confirmada a presença do uruguaio Julio Sanguinetti, anfitrião da assembléia, e do argentino Carlos Menem, enquanto se espera a presença de Fernando Henrique Cardoso, do Brasil.
A principal preocupação da Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP, presidida pelo uruguaio Danilo Arbilla, se refere à violência contra jornalistas, com o registro de 202 assassinatos nos últimos 10 anos.
Arbilla revelou dias atrás que, além dos assassinatos, os temas que geram maior preocupação na Comissão de Liberdade de Imprensa são as restrições legislativas (vigentes e em estudo), o uso de recursos públicos para pressionar a mídia e os decretos que afetam o livre exercício do jornalismo.

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