Imprensa especula sobre teor do novo depoimento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 1998
France Presse 
Antes que Monica Lewinsky comece a depor, hoje, informes de fontes anônimas publicados na imprensa americana divulgaram o que a jovem poderia declarar ante os 23 integrantes do Grande Júri em seu depoimento, sob juramento.
Segundo esses informes, estes serão os principais elementos de sua declaração:
Lewinsky estaria disposta a reconhecer ter tido relações físicas com o presidente Bill Clinton, contradizendo desta forma o que o mandatário sustentou até agora ante a Justiça e o povo norte-americano.
A ex-estagiária da Casa Branca também dirá que acertou, com Clinton, manter em segredo suas relações, mas negará que o presidente a tenha induzido a mentir ante a Justiça.
Estaria igualmente disposta a reconhecer que o presidente lhe pediu para negar a existência de presentes que ele mesmo lhe deu, para não ter que apresentá-los à Justiça. Além disso, teria lhe dito que justificasse as 37 visitas contabilizadas que fez à Casa Branca, depois de ser transferida ao Pentágono, afirmando que teria ido até lá para ver a secretária de Clinton, Betty Currie.
Apoiando seu depoimento, Lewinsky entregou ao promotor especial Kenneth Starr um vestido - no qual afirma que existem manchas de esperma de Clinton -, uma foto com a dedicatória do presidente, contendo palavras comprometedoras, segundo ela, e os registros das mensagens deixadas pelo mandatário em sua secretária eletrônica, aparentemente secundárias.
No seu primeiro depoimento, sob juramento, em 7 de janeiro, Monica Lwwinsky negou ter mantido relações sexuais com o presidente Bill Clinton. Eis algumas das afirmativas da ex-estagiária, durante aquele depoimento:
Jamais tive relações sexuais com o presidente, ele não me fez propostas para que tivéssemos relações sexuais, não me ofereceu trabalho e outras vantagens em troca de ter relações sexuais, não me negou um emprego ou outras vantagens por ter-me negado a manter relações sexuais.
As ocasiões durante as quais vi o presidente, depois de deixar o meu emprego na Casa Branca em 1996, aconteceram em recepções e atos oficiais, em reuniões envolvendo o Departamento de Defesa, onde eu trabalhava então. Havia outras pessoas presentes.


