São Paulo - A imprensa do Paraguai afirmou ontem que o acidente de helicóptero que matou o candidato presidencial Lino Oviedo teria sido provocado por ventos fortes que atingiam a região de Presidente Hayes, onde o aparelho caiu.
O acidente foi na noite de sábado passado, quando Oviedo saía de sua estância em Concepción com destino à capital Assunção. Com o impacto da queda, os restos dos corpos do ex-militar, do segurança Denis Galeano e do piloto Ramón Picco se espalharam por um raio de cem metros.
O jornal "Ultima Hora" consultou dois pilotos, um militar e um civil, que atribuíram aos ventos a queda do helicóptero Robinson 44. O ex-comandante da Brigada Aérea da Força Aérea do Paraguai, Fernando Noldin, disse que não acredita na hipótese de atentado.
"Isso não deve ter acontecido. Quando eles saíram, estavam no radial 22,23 do aeroporto de Assunção. O acidente foi fora desse radial, o que quer dizer que ele saiu da rota. O mais provável é que ele tenha encontrado algumas nuvens e tenha começado a subir e descer."
O piloto civil Lino Paniagua, que acompanha as investigações, também considerou a hipótese. "Acho que a natureza contribuiu muito. No momento do voo, formava-se uma tempestade, o que prejudica qualquer voo. Um helicóptero desse tamanho numa situação dessas é como um papel no ar."
O integrante da Divisão Geral de Meteorologia paraguaia, José Fariña, afirmou que a região de Presidente Hayes passava por uma tempestade grande. As informações sobre as condições climáticas coincidem com relatos de testemunhas, que disseram que o aparelho voava baixo e tinha dificuldade de se manter no ar.
Apesar das informações preliminares, a Direção Nacional de Aeronáutica Civil não descarta nenhuma hipótese sobre o acidente.

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