Imprensa americana começa a mostrar realidade da guerra
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de abril de 2004
Catherine Hours<br>France Presse 
Nova York - Um soldado ferido transportado em uma maca e o cadáver de um fuzileiro naval em uma sacola de plástico: desde o início da semana e do agravamento da situação no Iraque, os jornais americanos não vacilam em mostrar um aspecto mais realista da guerra.
O número de mortos, que aumenta a cada dia, e eventos particulares, como o assassinato e a brutal mutilação de quatro seguranças dos EUA na cidade de Fallujah, romperam o tabu que proibia expor as vítimas americanas na mídia, segundo especialistas.
Muitos jornais publicaram esta sexta-feira a foto de um grupo de marines rezando na frente do corpo de um membro de sua unidade que não resistiu aos ferimentos e morreu em um posto de primeiros socorros em Fallujah. O jornal ''USA Today'' mostrou, por exemplo, a foto de outro fuzileiro ferido, agarrando as mãos de seus colegas, enquanto esperava tratamento.
Desde a Guerra do Vietnã (1961-75), as autoridades americanas tentam controlar o uso de imagens dos conflitos por parte dos meios de comunicação em massa. A partir da primeira Guerra do Golfo, em 1991, o Governo proibiu que fossem tiradas fotos dos caixões militares que chegavam aos EUA.


