Caracas – O ex-premiê da Espanha Felipe González encerrou ontem abruptamente sua viagem à Venezuela, dois dias depois de chegar a Caracas, onde havia planejado passar a semana cumprindo agenda de apoio aos opositores presos. A informação foi divulgada por Omar Estacio, advogado do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, preso desde fevereiro sob acusação de conspiração golpista. Segundo Estacio, González decidiu ir embora porque as autoridades o impediram de concretizar as principais missões de sua visita. O ex-premiê, advogado de carreira, foi vetado de integrar a equipe de defesa do líder do partido Vontade Popular Leopoldo López, preso há um ano por instigar violentos protestos. A Justiça alegou que ele não está habilitado a exercer advocacia na Venezuela. Autoridades também avisaram que González não poderia assistir à audiência de López no tribunal, prevista para hoje. Por fim, a Justiça não permitiu que González visitasse López na prisão militar onde se encontra, nos arredores de Caracas. Embora tenha sido de um governo socialista (1982-1996), González é um crítico ferrenho do socialismo chavista.

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