Impasse sobre prisioneiros ameaça Wye Plantation
A recusa de Israel de libertar os prisioneiros políticos palestinos provocou ontem uma crise nas discussões sobre a aplicação do acordo de Wye Plantation (23 de outubro, perto de Washington) segundo as duas partes.
Os membros das delegações israelense e palestina que se reuniram domingo em Jericó, Cisjordânia, se separaram logo depois de terem discutido a questão dos prisioneiros, apesar de haver ainda outros temas na agenda.
Existe uma crise real e os norte-americanos devem intervir para proteger o acordo de Wye e pôr fim às provocações israelenses, afirmou o negociador palestino Hassan Asfur.
O chefe da delegação israelense, Danny Naveh, acusa os palestinos de provocar uma crise artificial.
A Autoridade palestina denunciou a decisão de Israel de libertar principalmente criminosos comuns deixando de lado os presos políticos, como parte da aplicação do acordo de Wye Plantation.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez declarações rejeitando novamente qualquer concessão: Não tenho a menor intenção de libertar os prisioneiros que têm sangue nas mãos ou façam parte do Hamas (Movimento de resistência islâmica), reafirmou o primeiro-ministro através da rádio local.





