Londres - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, admitiu ontem que, apesar da popularidade que tem no estrangeiro, sua viagem internacional pode momentaneamente derrubá-lo nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial norte-americana de novembro.
''Não sei se esta viagem terá um impacto político imediato. Não ficarei surpreso se em algumas pesquisas eu cair um pouco'', disse Obama, em entrevista à imprensa organizada no Downing Street, 10, a residência em Londres do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, com o qual se encontrou logo antes.
''Ficamos fora do país durante uma semana. As pessoas estão preocupadas com o preço da gasolina, com os problemas do setor imobiliário'', continuou. ''Uma das razões pelas quais esta viagem me pareceu importante é que estou convencido de que os problemas que enfrentamos em casa não serão totalmente resolvidos se não tivermos parceiros sólidos no estrangeiro'', acrescentou.
Obama ainda mantém ligeira vantagem sobre John McCain, o candidato republicano à Casa Branca, em nível nacional (de seis pontos, segundo os institutos de pesquisas), mas esta diferença tende a diminuir.

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