A evacuação dos mais ou menos 5.000 habitantes que restam na ilha de Montserrat e estão ameaçados pelo que os especialistas definem como uma ‘‘possível erupção cataclísmica’’ do vulcão La Soufriere estava a ponto de ser iniciada. Marinheiros se encontram ao largo, esperando ordens específicas, enquanto crescem as incertezas sobre o futuro da própria ilha, uma dependência da Coroa britânica no Caribe.
Em Pointe a Pitre, capital da ilha caribenha francesa de Guadalupe, o Observatório Vulcanológico de Montserrat (MVO) revelou ontem que o domo vulcânico continua crescendo e prossegue uma forte atividade sísmica.
Cerca de 5.000 residentes estão reunidos na parte setentrional da ilha, em condições particularmente precárias. Não se sabe ainda quantos decidiram unir-se ao êxodo dos outros dois terços da população, que escapou da zona exposta há dois anos aos caprichos do vulcão, inativo há três séculos.
Os residentes reclamam do governo britânico compromissos claros sobre as modalidades de partida e assistência. O ministério do Desenvolvimento tentou acalmar a população, reiterando que o governo britânico investiu 45 milhões de libras na região nos últimos dois anos.
Um contratorpedeiro da Marinha britânica, o ‘‘Liverpool’’, coordenará a evacuação da qual participam vários navios mercantes.
O governador de Montserrat, Frank Savage, declarou à BBC que as condições de alojamento são extremamente incômodas para as 5.000 pessoas, o que não poderá ser mantido por muito tempo.
Com o objetivo de agir com urgência, as autoridades britânicas multiplicaram seus contatos com os territórios vizinhos em condições de receber os evacuados.
O futuro da ilha é sombrio. A atual atividade vulcânica de La Soufriere causou a morte de 19 pessoas em junho passado, enquanto que a capital da ilha, Plymouth, semidestruída, foi abandonada. O aeródromo local foi fechado, assim como vários estabelecimentos comerciais. O turismo, fonte principal de rendimentos da ilha, está paralisado há meses.
A maioria dos 5 mil habitantes que permaneceram na ilha, não se mostra muito disposta a sair, por medo em relação ao próprio futuro. Entretanto, as autoridades britânicas entendem que o perigo real que paira sobre a ilha pode obrigar a desocupação, apesar de tudo. O governo de Londres garantiu que não deixará a população ao abandono, caso seja mesmo efetivada a retirada.
Terremotos Milhares de pessoas abandonaram suas casas depois de um tremor ocorrido na região de Aceh (Norte de Sumatra) ontem, anunciou a agência de notícias oficial Antara.
O terremoto, de uma magnitude de 4,6 graus na escala de Richter, foi registrado às 14h20 locais (4h20 de Brasília), precisou Antara, citando o observatório de meteorologia e física.

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